Esse blog destina-se ao registro de acontecimentos da família Caffé além de coisas do cotidiano, diversão, arte, reflexão, passeios, música e tudo que chamar a nossa atenção.



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domingo, 20 de março de 2011

À espera de uma paixão
Martha Medeiros (*)

 Estão casados há muito tempo,
mas o que é muito tempo?
Talvez um tempo que ultrapassou a excitação
do desconhecimento mútuo,
a alegre descoberta de afinidades,
o êxtase diante do corpo alheio:
agora já possuem todas as informações,
o dossiê completo um do outro, com seus defeitos e virtudes. 
Aparentemente, nada mais há a descobrir. 
Dão-se bem, conversam com facilidade, riem juntos ainda,
mas nada os diferencia de um bom casal de amigos.
O que talvez seja uma trégua mais que bem-vinda,
se o objetivo for este, a paz conjugal,
nenhum grilo falante sussurrando no ouvido esquerdo:
“é isso mesmo que você quer pro resto da vida?”
Se, ao invés de sim, a resposta for não,
não é isso que quero pro resto da vida,
não é um amigo dormindo na mesma cama
com sua tosse e seu hálito, com suas manias diárias
e seu comportamento previsível, não,
não é isto que quero pro resto da vida,
um bom-dia num tom de voz mais que conhecido,
um boa-noite num bocejo,
todos os dias do calendário vividos
como se cumprissem uma agenda pré-programada
tudo igual e tudo correto, sem calafrios e sem dúvidas,
sem medo e sem assombros, sem qualquer sobressalto,
se a resposta for não, não é isso que quero,
então por que continuar?
Segundo Fabricio Carpinejar, grande poeta,
a vida não é continuar, a vida é começar.
Tive a honra de ler em primeira mão,
antes de ser lançado, o primeiro livro de crônicas do Fabricio,
“O amor esquece de começar”.
Nele, Fabricio cita, em determinado momento,
a secreta aflição daqueles que não se separam 
enquanto não surgir uma paixão
com a qual possam dividir a culpa da fuga.
Tocou num ponto nevrálgico.
Não são dois nem três, são milhares de homens e mulheres
dizendo que estão bem, que seu casamento é satisfatório,
mas que se surgisse uma paixão,
aí o chão poderia afundar, aí as paredes cairiam,
nem os filhos serviriam de âncora,
a cancela abriria e nenhum caminho de volta seria possível:
iriam em frente, atenderiam o chamado do amor.
Se uma paixão acontecesse, tudo ficaria explicado,
ninguém os condenaria.
Se uma paixão descesse do céu, aí é porque estava escrito,
aí se justificaria qualquer insanidade,
ah, se uma paixão aterrissasse aqui na palma da mão,
tudo estaria solucionado.
Mas a paixão não acontece, não aterrissa, não toca a campainha,
não quer incomodar a família tão ocupada
em ver televisão e comer a pizza de domingo,
todos presos ao relógio, tic-tac,
o tempo se repetindo metodicamente.
A paixão, do lado de fora da casa, não entra, não disca,
não bate à porta, aguarda sua hora, que não chega,
porque a saída do dono demora.
Por outro lado, não saem pra rua esposas e maridos
que têm uma vida já bem ensaiada,
a troco de quê trocá-la por um ponto de interrogação,
uma espera, uma tentativa?
Mas se a paixão arrombasse a porta, seria outra história.
Não são dois nem três, são quinhentos,
são milhões à espera de um rapto, de um seqüestro,
de qualquer coisa que lhes absolva por antecipação:
“não tive como negar, foi uma paixão, um arrebatamento,
fui engolida por uma emoção nova, só por isso eu fui,
só por isso eu me permiti”.
Sem este álibi, quem se atreve?
A vida não é continuar, a vida é começar.
Sem o empurrãozinho de um amor novo,
sem este atordoamento emocional que torna a todos vítima,
ou ao menos cúmplices do irracional,
vamos ficando, vamos ficando.
Há que se ter muita coragem para encarar
a própria verdade sem um bom discurso de defesa.

(*) Publicado em 15/06/2006 
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sábado, 19 de março de 2011

Dia de São José

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No dia 19 de março celebramos a festa daquele José que serviu de modelo para todos os outros: José de Nazaré, o carpinteiro, patrono da Igreja Católica.
José recebeu de Deus uma missão sem igual: ele foi escolhido para ser o esposo de Maria e o pai adotivo de Jesus. (Mt 1,18-25)

Por ter sido educador de Jesus quando menino, adolescente e jovem, José teve grande importância na história da salvação. São José é visto como o homem do silêncio, escondimento e humilde. É também o homem do trabalho para sustentar sua família; é o homem justo, isto é, reto, obediente, de fé profunda, totalmente disponível à vontade de Deus.

José tinha a profissão de carpinteiro. Era um artesão simples e modesto. E foi esta profissão que ele ensinou a Jesus.
Não sabemos quando José morreu. Provavelmente foi pouco antes de Jesus começar sua pregação pública.

O Papa Pio IX declarou São José como protetor de toda a Igreja Católica e o Papa Pio XII o propôs como modelo para os trabalhadores.

Muitos santos foram devotos de São José: São Francisco de Sales, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Tomás de Aquino; São José Marello e muitos outros....

Bendito sejas São José .
Bendito sejas São José, que fostes testemunha da Glória de Deus na terra.
Bendito seja o Pai eterno que vos escolheu.
Bendito seja o Filho que vos amou e o Espírito Santo que vos santificou.
Bendita seja Maria que muito vos amou!
Amém.
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Geraldo Azevedo

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Geraldo Azevedo, o nosso conterrâneo? de Petrolina, esta com um novo projeto na praça, é o Salve São Francisco,
Geraldo cresceu às margens do Rio São Francisco e dedica um disco inteiro a este rio.Com a participação de Djavan, Ivete Sangalo,Maria Betânia, Alceu Valença, Morais Moreira, entre outros.

Gravaram canções que falam da beleza e da importância do Rio São Francisco.
Bethânia canta Carranca que Chora,  e Ivete divide com Geraldo na faixa O Ciúme, de Caetano Veloso.
O resultado está em CD e DVD.


No último dia 06 de março, em pleno domingo de carnaval, Geraldo Azevedo teve uma indisposição e precisou se submeter a um cateterismo, o que levou a cancela seus shows em Recife e Petrolina.
Mas, pelo que ví na imprensa foi que ele não precisou se submeter a uma angioplastia, e já está bem.

Como não achei nada ainda  com as músicas do CD posto aqui este belíssimo video com a música JUAZEIRO PETROLINA, para matar a saudade.
Curtam.....





sexta-feira, 18 de março de 2011

Parabéns Bruno!!!


Que Deus o abençoe sempre e o conserve essa pessoa carinhosa, de bem com a vida e cheia de amigos. 
Que você saiba aproveitar todas as bençãos recebidas, assim como o amor e a dedicação das pessoas que o amam, seguindo os caminhos que o levarão à realização dos seus projetos e sonhos.
Seja sempre muito feliz e que seu dia seja cheio de alegrias e comemorações.
Beijos
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quinta-feira, 17 de março de 2011


Música é vida!!!

Quando uma música marca a nossa vida, toca a nossa alma, pouco importa o tempo transcorrido, a idade, o local onde a estamos ouvindo, quem está ao nosso lado, ... O que conta mesmo é o que dita o coração, se ela nos faz reviver emoções, curtir uma saudade, um amor ausente, aflorar sentimentos... 

Tortura de Amor é uma dessas músicas e hoje, sem preconceitos, a postamos aqui na voz de Waldick Soriano.
Vamos ouvir??



 Torturas de Amor
 Composição: Osmath Duck
 
Hoje que a noite está calma
E que minh’alma esperava por ti
Apareceste afinal
Torturando este ser que te adora
 

Volta fica comigo
Só mais uma noite
Quero viver junto a ti
Volta meu amor
Fica comigo não me desprezes
A noite é nossa
E o meu amor pertence a ti
 

Hoje eu quero paz
Quero ternura em nossas vidas
Quero viver por toda vida
Pensando em ti

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quarta-feira, 16 de março de 2011


Porta Retrato - Recordando

Mais uma vez postamos uma foto antiga onde estão as 07 mulheres lá de casa, ainda crianças e/ou adolescentes, em frente à casa de vovó Mariquinhas em Juazeiro, local onde passamos muitos momentos de alegria.


 Da esquerda para a direita: 
atrás estão Rosângela, Regina e eu, e na frente Ivone, Yolande - no colo de Yara-  e Gracia.

Até breve!
Beijos
Cris/Tina
♥

O Bicho da Seda...

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Na minha viagem a China fui visitar algumas lojas de seda. Logo que entrávamos, antes de ver os produtos, tinhamos uma demonstração de como o tecido é preparado, a partir do bicho da seda.
Vejam que interessante.

Uma das lojas
O bicho da seda
A seda sendo tirada
Eles juntam alguns pedacinhos da seda e depois vai sendo expandido
Alguns produtos


Final das compras....