Esse blog destina-se ao registro de acontecimentos da família Caffé além de coisas do cotidiano, diversão, arte, reflexão, passeios, música e tudo que chamar a nossa atenção.



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segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Amor e Gestão


O que é a arte de viver?Você já reparou que um simples passeio pela rua nada mais é do que um encontro de destinos, histórias de vidas que vêem e vão.Viver hoje é uma grande correria. Desejamos tudo para ontem, para agora, já. Uma simples espera na linha telefônica já pode ser a causa de uma grande irritação, uma sensação de agonia. Definitivamente, nós desaprendemos a esperar, queremos desesperadamente mais tempo. Recentemente a Fundação Dom Cabral divulgou uma pesquisa realizada com 626 executivos e o resultado foi alarmante: nada menos que 74,5% dos funcionários estão infelizes com o trabalho e a empresa em que atuam. 

Esta infelicidade toda poderia ser sensivelmente reduzida com apenas duas questões importantes: Amor e Gestão. Temas tão diferentes, tão interdependentes, mais próximos do que imaginamos.

Na crescente luta por maior competitividade, produtividade, por um lugar ao sol, estamos nos esquecendo de pequenos atos que se praticados podem fazer uma grande diferença no ambiente de trabalho.

Ato nº 1 – o ato de tolerar – tolerância genuína ao erro, às diferenças, aos obstáculos, ao novo, às mudanças. Compreender que a sua velocidade, nem sempre será a mesma do seu próximo.

Ato nº 2 – o ato de aceitar – aceitar a si próprio, com suas qualidades, deficiências, limitações, potencialidades, olhar mais para si e parar de julgar o próximo. Aceitar a vida como ela é e não ficar brigando diariamente com o cotidiano, complicando o fácil, tornando tudo mais difícil.

Ato nº 3 – o ato de perdoar – primeiro perdoar a si mesmo por não ser o “Super Homem” ou a “Mulher Maravilha” que você pensa que é. Por não conseguir ter tudo no tempo em que você quer. Perdoar ao próximo, porque assim como você, ele também comete erros e está na roda viva organizacional. Míopes, não enxergamos ou distinguimos pressa de ansiedade, agilidade de falta de educação. Perdoar é uma dádiva e uma das melhores armas contra o estresse ou depressão é estar em dia com seu próprio coração e suas convicções. 

Ato nº 4 – o ato de ouvir – ouvir atentamente, valorizar seu interlocutor. Como é bom falar com alguém que realmente escuta, valoriza o outro, não ao celular, ao Messenger, ao Palm, olhando nos olhos, demonstrando interesse, sendo sincero. Incrível que a maioria dos grandes líderes não eram excepcionais somente nas técnicas, mas sim na capacidade de se relacionar. A base do relacionamento é falar e ouvir. Lembre-se que temos dois ouvidos e uma boca e não deve ser à toa.

Ato nº 5 – o ato de compartilhar – compartilhar vitórias, sucessos, e fracassos. Dificilmente alguém erra ou faz tudo sozinho. Compartilhar sentimentos com a equipe, dividir responsabilidades, ser o criador da constelação e não só a estrela principal.

Ato nº 6 – o ato de doar – doar seu tempo e suas habilidades a outras causas. Parar de pensar que tudo gira em torno de si, olhar ao próximo e perguntar: “Como posso ajudar?” E fazer. Ação, meu amigo, afinal boas intenções todos temos. Não basta somente doar dinheiro, precisamos aprender a doar um pouco de nosso tempo, conhecimentos e aptidões, sem esperar nada em troca. 

Ato nº 7 – o ato de amar – Amar no dia-a-dia. Amar é uma palavra forte, por vezes constrangedora. Como é difícil amar, mas pode ser fácil tolerar, aceitar, perdoar, ouvir, compartilhar, doar e sem quase nem perceber você já está amando o que ou quem quer que seja.

Foram 7 os atos que me vieram a mente, coincidência ou não dizem que o 7 é o número de Deus. Tenha Deus no coração, não estou falando de religião, mas sim de religiosidade, afinal o apóstolo João, definiu de uma forma bem simples que “Deus é amor”. Só temos que praticar mais amor na gestão. Gestão tem a ver com gente, com alma, com coração, com fé e dedicação, assim, com certeza, daremos a nossa contribuição para melhorar o atual ambiente do mundo corporativo.

Texto original - Paulo Araújo

domingo, 21 de agosto de 2011

Música é vida...


Esta é uma versão da música "All I Ask of You" do Fantasma da Ópera, interpretada por Emilio Santiago e Verônica Sabino:





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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Praça Maria Auxiliadora

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Esta pegando fogo no facebook, as opiniões  sobre as mudanças feitas pela Prefeitura de Petrolina na Praça Maria Auxiliadora. Fui em busca de uma foto que tirei da praça da última vez que estive em Petrolina, e estou postando aqui juntamente com a foto recente. Vejam que horror fizeram com este belo cartão postal.

Praça há dois anos atrás
A Praça hoje


Fonte há dois anos atrás 


A fonte hoje


Sr Prefeito, repense isto. Acabaram com o verde da Praça.
Pensaram em fazer um Museu da Caatinga.? Isto é uma Praça Pública.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011


O nosso Porta Retrato de hoje vem homenagear a nossa querida Petrolina, mostrando um pedacinho da Ilha do Rodeadouro e do Rio São Francisco. 
Esse é mais um dos seus muitos encantos... 

Foto by Caffé.

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O amor que a vida traz


Você gostaria de ter um amor que fosse estável, divertido e fácil. O objeto desse amor nem precisaria ser muito bonito, nem rico. Uma pessoa bacana, que te adorasse e fosse parceira já estaria mais do que bom. Você quer um amor assim. É pedir muito? Ora, você está sendo até modesto.

O problema é que todos imaginam um amor a seu modo, um amor cheio de pré-requisitos. Ao analisar o currículo do candidato, alguns itens de fábrica não podem faltar. O seu amor tem que gostar um pouco de cinema, nem que seja para assistir em casa, no DVD. E seria bom que gostasse dos seus amigos. E precisa ter um emprego seguro. Bom humor, sim, bom humor não pode faltar. Não é querer demais, é? Ninguém está pedindo um piloto de Fórmula 1 ou uma capa da "Playboy". Basta um amor desses fabricados em série, não pode ser tão impossível.

Aí a vida bate à sua porta e entrega um amor que não tem nada a ver com o que você queria. Será que se enganou de endereço? Não. Está tudo certinho, confira o protocolo. Esse é o amor que lhe cabe. É seu. Se não gostar, pode colocar no lixo, pode passar adianta, faça o que quiser. A entrega está feita, assine aqui, adeus.

E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada o amor solicitado. E, por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que você um dia supôs, um amor que te perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou.

Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego.

Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto não encontramos o certo, e o certo era aquele outro que você havia encomendado, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que você desconfia que nem lhe pertence.

Aquele amor em formato de coração, amor com licor, amor de caixinha, não apareceu.

Olhe para você vivendo esse amor a granel, esse amor escarcéu, não era bem isso que você desejava, mas é o amor que lhe foi destinado, o amor que começou por telefone, o amor que começou pela internet, que esbarrou em você no elevador, o amor que era pra não vingar e virou compromisso, olha você tendo que explicar o que não se explica, você nunca havia se dado conta de que o amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja - ah, este me serviu direitinho!

Aquele amor discretinho por você tão sonhado vai parar na porta de alguém para o qual um amor discretinho costuma ser desprezado, repare em como a vida é astuciosa. Assim são as entregas de amor, todas como se viessem num caminhão da sorte, uma promoção de domingo, um prêmio buzinando lá fora, mesmo você nunca tendo apostado.
Aquele amor que você encomendou não veio, parabéns! Aproveite o que lhe foi entregue por sorteio.


Martha Medeiros

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Piadinha em tirinha

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terça-feira, 16 de agosto de 2011


Desaposentar

Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte. Não resisti a puxar conversa:

“O senhor é da prefeitura?”

“Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher”.

“Ah... O senhor quem plantou essa muda?”

“Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar”.

“Então o senhor gosta de plantas”.

“De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho”.

“Obrigado pela parte que me cabe...”

Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto...

“O senhor é aposentado?”

“Não, sou desaposentado”.

Foi podando e explicando:

“Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria... Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É... aí fica com a loja torrando no sol!” Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.

“É bom pra terra... tudo que sai da terra deve voltar pra terra... Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando... Até que acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença”. Cortou umas flores, fez um ramalhete:

“Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh... A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença”.

Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.

“Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça”.

Aí falei: “Então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira?”

“Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra cuidar da praça!!! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem de cuidar da praça... Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei... Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões”.

“Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea”.

“Eu também não sabia, filho. Ihh, aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!”

“Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein?”, falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.

“Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber... e a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim, no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores...”

“É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança!”

Ele riu: “Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido se a gente não perder tempo!”

Publicado na Gazeta do Povo de 22/05/2005 - Curitiba/PR

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