Esse blog destina-se ao registro de acontecimentos da família Caffé além de coisas do cotidiano, diversão, arte, reflexão, passeios, música e tudo que chamar a nossa atenção.



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terça-feira, 12 de março de 2013


Entre uma decepção e outra, que tal uma pausa para aprender? 
Rosana Braga 


Tem época na vida da gente que parece que os encontros 'amorosos' são mais uma provocação do que uma oportunidade de se sentir satisfeito e feliz... Assim, vamos contabilizando decepções e desacreditando na possibilidade de viver uma experiência positiva e motivadora. 

Quando isso acontece, creio que o melhor seja parar. Uma pausa para aprender. Ou melhor, antes apreender. Perceber o que está acontecendo, quais são nossos verdadeiros desejos e quais tem sido nossas atitudes para torná-los concretos. 

Muitas vezes, fazendo uma análise mais justa e desapegada, sem assumir nenhum papel, nem o de vítima das armadilhas da vida, nem da sacanagem dos outros e nem o de culpado, como se tudo o que fizéssemos estivesse definitivamente errado, terminamos descobrindo que há alguma incoerência nisso tudo. 

Só que para isso precisamos de tempo... e principalmente de coragem para admitir limitações, assumir pensamentos negativos e confiar mais na sabedoria da vida e seu ritmo. O que acontece, no entanto, é que a maioria de nós não quer esperar, não quer refletir. Tem apenas um único pensamento que alimentamos o tempo todo: quero namorar, quero ter alguém!!! 

Será que estar com alguém é o mesmo que estar feliz? Pode ser que sim, mas pode ser que não... e se por qualquer motivo você não tem ficado com quem deseja, talvez seja o momento ideal para um intervalo, tão útil entre uma decepção e outra... 

Tempo de se observar, de observar as pessoas e ouvir o que elas dizem. Tempo de aprender, crescer, ter uma nova conduta, desenvolver uma nova postura. Aguardar até que a vida lhe mostre qual é o melhor caminho a seguir... mas para ver, você precisa estar atento... sem tanta ansiedade, sem tanto desespero para tentar fazer com que as coisas aconteçam do jeito e na hora que você quer... 

E se nenhuma resposta vier, talvez signifique que você precisa ver e ouvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a ausência de quem você tanto deseja encontrar... Talvez não haja uma resposta e nem haja uma explicação. 

Às vezes, simplesmente não existem respostas nem explicação. Apenas a vida. Apenas as pessoas. Apenas o mundo. Apenas a dor e o amor. Apenas... 

E se insistirmos em não aceitar, em brigar, em nos rebelar, em nos revoltar... conseguiremos tão somente mais dor... e menos amor. Aceite que você não tem o controle, que você não pode decidir sozinho, que o universo tem seu próprio ritmo. Faça o que está ao seu alcance; faça a sua parte... e bem feito; da melhor maneira que puder... 

E o que não puder, entregue e espere... porque embora diga sabiamente a música "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", tem ocasiões nesta vida em que quem sabe espera acontecer e respeita a hora de não fazer... até que um dia, o amor de repente acontece... porque seu coração estava exatamente onde deveria estar para ser encontrado!

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domingo, 10 de março de 2013


Música é vida....



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sábado, 9 de março de 2013



       Uma ótima notícia contra o Mal de Alzheimer

          Nestes dias, li uma reportagem sobre a romã, que me levou aos tempos de juventude na casa de minha avó materna, "Mariquinhas", la em Juazeiro-BA.
          Na casa da Rua Melo, elas (minhas tias e avó) adoravam plantas e tinham um imenso canteiro cheio de flores, que tomava toda a lateral da casa. Lembro ainda hoje do perfume suave que exalavam, e encantava a todos nós.


       No quintal, tinha um lindo roseiral, mamoeiro, outras plantas que não me lembro e uma romanzeira. Não me lembro de ter visto uma romanzeira em outro lugar.
Era sagrado no dia de Reis, irmos buscar as nossas seis sementes de romã, que eram chupadas e depois embrulhadas e guardadas na carteira para trazer dinheiro e riqueza. Boas lembranças.

         
             A reportagem saiu no Diário de Pernambuco, caderno Vida Urbana do dia 07 de março, e trata de um estudo do uso da romã contra Alzheimer. Eis a seguir:

       "Consumida para fazer simpatia no Dia de Reis, a romã está se tornando uma aliada na prevenção contra a doença de Alzheimer, mal que atinge, segundo estimativa do IBGE, entre 900 mil e 1,2 milhão de pessoas no país, com 100 mil novos casos ao ano. Um estudo da Organização Mundial de Saúde aponta que  36 milhões de pessoas são atingidas no mundo. Número que deve dobrar a cada 20 anos.
           Um estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo, tenta mostrar que resíduos de romã (no caso, a casca) são potentes aliados na prevenção da doença de Alzheimer, que é degenerativa e atualmente incurável. O mal de Alzheimer atinge, na maioria dos casos, idosos com mais de 60 anos."

         Espero ansiosamente, que a romã seja realmente esta aliada contra esta terrível doença, que sorrateiramente vem atingido inúmeras familias.
Beijos,
Grácia
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sexta-feira, 8 de março de 2013


Feliz Dia Internacional da Mulher!!!



Mulher Boazinha
Martha Medeiros

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.

Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.

Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.

Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.

Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical.

Agora quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha. Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. 
É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.


Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas. Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.

Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais.Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa mortal. Pitchulinha é coisa de retardada. Quem gosta de diminutivos, definha. 

Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.

Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos. Não têm atitude. Conformam-se com a coadjuvância. PH neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.

Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui. Foram para o espaço, sozinhas.

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Customização de Shorts...um look descolado e original
 

O verão ainda está ai e não custa nada falarmos dos shorts jeans, rasgados, tingidos e desfiados que ainda enchem as lojas e passarelas.
São vários os modelos que estão nas prateleiras, mas há quem prefira customizá-los, reaproveitando calças antigas guardadas no fundo do guarda roupa.
Aqui alguns dos modelitos:





As tachinhas, as rendas e todos os acessórios são facilmente encontrados em lojas de aviamento.

Com certeza esta é uma tendência que vai entrar inverno adentro. Use com meia calça lisa ou estampada, com meiõs, de bota ou com sapatilha.


  Faça a sua maneira para compor um um look bem original.

quarta-feira, 6 de março de 2013



Pequenos cuidados que podem evitar desconfortos à visão durante o uso do computador
 
Ressecamento dos olhos é a principal causa de incômodos


O uso do computador se torna, a cada dia, mais indispensável. Levantamento do Ibope Nilsen Online realizado em dezembro de 2009 aponta que, no Brasil, 36,6 milhões de pessoas passaram a acessar a internet. Em número de horas mensais na web, o país integra o grupo de países como Estados Unidos, Austrália e França. Em casa, o hábito de navegar substitui aos poucos o de ver TV. No trabalho, já é praticamente impossível não utilizá-lo. Por isso, alguns cuidados precisam ser tomados, para evitar danos à saúde, principalmente à visão, que é a mais afetada pelo contato contínuo com a luminosidade do monitor.

Olhos secos e irritados? Dor de cabeça? Sensibilidade à luz? Esses podem ser alguns sinais de que as coisas não andam bem no dia a dia diante do computador. Iluminação inadequada no ambiente, mau posicionamento do monitor e sujeira na tela são causas comuns para os problemas relacionados à visão. "O ambiente de trabalho deve ser planejado antecipadamente. Quando isso não é possível e o ambiente não apresenta as condições ideais para o uso do computador, os erros devem ser detectados e corrigidos", é o que afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

De acordo com o oftalmologista, o ressecamento dos olhos é uma das principais causas de incômodo. Por isso, evitá-lo é crucial. "Para evitar o ressecamento dos olhos, recomenda-se o aumento do número de piscadas. Piscar com freqüência estimula a produção de lágrimas e a lubrificação dos olhos. O uso de lubrificantes oculares, sempre sob supervisão médica, três ou quatro vezes ao dia, mantém a lágrima estável, aumentando o conforto durante o dia", afirma. Em condições normais, os olhos piscam, em média, 22 vezes por minuto. Em atividade de leitura, a frequência cai para cerca de 15. Diante do monitor, a atividade pode ser reduzida para apenas cinco vezes.

O oftalmologista recomenda ainda manter boas condições de umidade, ventilação, temperatura e iluminação no ambiente de uso do computador. Locais com ar refrigerado podem ter a umidade relativa do ar reduzida. Consequentemente, a lubrificação dos olhos irá evaporar mais rápido.

A posição do computador em relação à luz do ambiente também precisa ser levada em conta. Centurion diz que deve ser evitada a incidência direta de uma fonte de luz sobre a tela. "A iluminação do ambiente de trabalho deve ser homogênea e controlada, ou seja, o local deve estar iluminado por igual, não havendo variação da iluminação, que incida na tela do computador, na mesa e nos utensílios de trabalho, interferindo no campo visual do trabalhador", explica.

Fazer uma pausa a cada 50 ou 60 minutos é outra sugestão que fará bem ao usuário. Nesse intervalo, além de movimentar o corpo e fazer alguns alongamentos, cuidados posturais, é recomendado olhar para um ponto distante. Dessa forma a musculatura ocular também será trabalhada.

No uso de laptops devem ser seguidas as mesmas regras aplicadas aos desktops.

Outras dicas de cuidado com a visão no uso do computador:

- Manter a cabeça na mesma linha da tela e a coluna ereta;

- Não comer durante o trabalho. Migalhas podem dar origem a micróbios e estes causarem contaminações;

- Limpar sempre a mesa, o teclado e o mouse, para evitar contaminações, principalmente se o computador for compartilhado;

- Usuários de lentes de contato devem lubrificá-las sempre, com frequência maior que a normal;

- Quem usa óculos com lentes bifocais, deve posicionar o monitor ligeiramente abaixo dos olhos, para facilitar a leitura. 
 
Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 4 de março de 2013


Sem medo de amadurecer
Martha Medeiros


Estará chegando em breve às livrarias a nova obra do filósofo argentino Sergio Sinay, cujo título é A Sociedade que Não Quer Crescer. Tema bastante atual e que merece atenção. Não há alarmismo em afirmar que viramos uma sociedade de adolescentes vitalícios, todos preocupados em manter a juventude até os 80 anos.

Uma coisa é praticar esportes e exercícios físicos, proteger a pele, se alimentar bem, manter cuidados para garantir a saúde, investir em lazer. Outra bem diferente é se comportar de forma irresponsável, não assumir autoridade, não dar um rumo à própria vida, viver encostado nos parentes. Há quem considere mais cômodo ser criança para sempre.

De fato, é. Temos por aí uma quantidade absurda de crianções e criançonas de 40 anos, de 50 anos, até mais. O que esperar de seus descendentes?

Não é fácil lidar com desejos, fazer escolhas, sustentar decisões. Nos momentos de aperto, gostaríamos de não precisar enfrentar coisa alguma e chamar um “adulto” para resolver as questões sérias em nosso lugar. Porém, não temos mais cinco anos.

Nem 15. Não há mais justificativa para desrespeitar as leis, dirigir de forma inconsequente, se embebedar, fugir aos compromissos. Essa rebeldia juvenil até possui um certo romantismo, é a porção James Dean de cada um. Só que o ator não viveu o suficiente para virar um homem, mas você, sim.

Amadurecer é respeitar os ciclos da vida e deixar a adolescência para trás a fim de assumir seu lugar no mundo. O que não significa virar um adulto chato e prepotente. É permitido divertir-se na maturidade. Muito, inclusive. Adultos curtem a vida mais do que a garotada justamente porque não estão mais testando limites, já viraram essa página. O que fragiliza a sociedade são pessoas que, uma vez crescidas em estatura, não cresceram emocionalmente.

Um adulto de verdade é aquele que não age em busca de uma recompensa – ele faz o que tem que fazer porque é o certo.

Pra chegar a esse encontro saudável com o dever moral, é preciso que ele tenha consciência de quem é, de tudo o que viveu, de como suas experiências o moldaram, e adote uma atitude firme diante de seus filhos, de seus pares, da sociedade toda. Se considerar que isso significa “envelhecer”, que pena: seguirá sendo um garoto mimado, uma garota bobinha, sem brio para herdar o bastão de seus pais e sem consistência para passar o bastão adiante.

Pessoas maduras também têm incertezas, vacilam, fraquejam. Porém sabem a hora de cortar o laço com suas carências infantis e de interagir com o mundo a fim de torná-lo melhor, mais digno.

São agentes de transformação, e não de estagnação. Quando se tornarem idosos, poderão olhar pra trás com a consciência de ter dado um sentido à sua vida, em vez de terem percorrido anos e anos inúteis, acreditando que poderiam ser jovens para sempre só pelo fato de andarem com a aba do boné virada pra trás.


Jornal Zero Hora - 28/10/2012